Indaiá Bassani – Unifesp
João Kogawa – Unifesp
(Publicado em 30/06/2025)

Resumo: Neste texto, contrastamos a tradição empirista que povoou as concepções de língua e linguagem até o século XIX com a ruptura saussuriana, que define a língua como um sistema abstrato de signos autônomos em relação ao referente empírico e ao pensamento. Partindo daí, empreendemos uma leitura crítica sobre a persistência do empirismo no tempo e discutimos seus desdobramentos na confusão generalizada entre língua e mundo, notadamente, no que tange ao gênero gramatical. Explicitamos que, na língua, o gênero é uma propriedade gramatical interna dissociada do sexo biológico ou da identidade de gênero, e que, no caso específico do português, as terminações vocálicas não são determinantes dos valores de gênero. Finalmente, propomos que a crença na alteração da língua para resolver questões sociais é um tipo moderno de negacionismo linguístico, pois ignora uma descoberta fundadora de Saussure, a saber, que a língua é autônoma em relação ao mundo.
A língua, o pensamento e o mundo…
Os seres humanos falam, escrevem, simbolizam e isso cria uma condição singular para a espécie: refletimos sobre nossa própria prática linguageira, temos uma competência metalinguística. Uma abelha faz sua dança, indica por meio dela a outra abelha onde encontrar alimento, mas uma abelha não comenta com a outra sobre como sua dança deveria atender a determinados padrões ou sobre como seu zumbido deveria se articular para expressar melhor sua relação com o favo de mel.
Desde a Grécia Antiga, não faltam reflexões sobre língua e linguagem, ainda que, nos exemplos que mencionamos aqui, a língua não se coloque como o problema. Em um diálogo clássico de Platão, intitulado Crátilo, Sócrates medeia uma disputa entre Crátilo e Hermógenes. O primeiro, representante da hipótese naturalista, defende que os nomes são expressão natural daquilo que designam, ou seja, o objeto nomeado é a causa em si do termo que o nomeia. O segundo, convencionalista, defende que seja qual for o nome, este resulta de um acordo entre membros de um determinado grupo. Qualquer que seja o objeto, basta que uma comunidade esteja de acordo com seu nome e este será o nome correto. De sua parte, Sócrates prefere a hipótese naturalista, mas reconhece que ela não se estende a todos os nomes e que, portanto, há que se admitir convenções em certos casos. Contudo, ao final do diálogo, Sócrates conclui que, independentemente de qual seja o verdadeiro critério para a correção dos nomes, não é isso que interessa para a Filosofia, pois o pensamento é outra coisa, distinta da língua. Efetivamente, para o pai da filosofia, se quisermos conhecer as coisas, é por meio delas mesmas que devemos fazê-lo, e não por uma reflexão linguística.
A conclusão de Sócrates sintetiza, com séculos de antecedência, duas concepções de língua que permanecem até hoje, apesar do gesto fundacional de Saussure. A primeira consiste em separar a língua do pensamento. Por essa posição, o pensamento teria uma existência prévia, independente da língua; as ideias seriam uma espécie de ser fantasmagórico à espera de que as línguas as expressassem. Trata-se da concepção de língua como expressão do pensamento, que subjaz à conclusão socrática apontada acima. A segunda consiste em atribuir à língua o papel de nomenclatura. A língua aí figura como conjunto de etiquetas que nomeiam as coisas do mundo, é o modo pelo qual dizemos o referente, isto é, os objetos designados.
O dilema entre a língua como expressão do pensamento ou como meio de comunicação — e as diferentes interfaces entre essas duas questões, conforme, por exemplo, a definição de gramática proposta por Arnauld e Lancelot em sua Gramática de Port-Royal — ocupou praticamente toda a reflexão sobre língua e linguagem até o final do século XIX. Mesmo reflexões como a de Humboldt, consideradas por alguns — como a pesquisadora russa Maria Glushkova (ver indicação de uma conferência da professora em Saiba Mais) — como “fundadoras da Linguística”, incluem na língua a expressividade, o que resulta no enevoamento da especificidade da Linguística. Isso para não falar da polêmica comparação entre línguas com vistas a determinar qual seria mais adaptada para pensar. É de Humboldt, por exemplo, uma análise da palavra tuba, em “brasileiro” — equivalente à língua tupinambá (ou tupi antigo) — segundo a qual a multiplicidade de ocorrências com significados diferentes — tuba poderia indicar tanto o sintagma nominal seu pai quanto a sentença Ele tem um pai — sinaliza que uma língua desse tipo não tem “gosto pelo pensamento” (Humboldt, 1859, p. 15).
Essa forma de compreender a língua foi posta em xeque por Ferdinand Saussure nas ideias do Curso de Linguística Geral (CLG) (ver Saiba Mais). Se, por um lado, as ciências humanas têm alta taxa de cumulatividade1, por outro, não podemos negar, ainda que isso não tenha se produzido sem lacunas e contradições, o gesto fundacional de Saussure como uma ruptura com essa tradição longínqua. É ele que, efetivamente, delimita a língua como objeto exclusivo da Linguística. Sua definição, sem muito hesitar, é bem precisa: a língua é um sistema abstrato de signos. E é justamente pela noção de sistema que assistimos à ruptura com a tradição. A partir daí, a língua não é expressão do pensamento ou uma nomenclatura. O fato de aludirmos ao mundo quando falamos, em algumas circunstâncias, pouco tem a ver com esse sistema. O signo linguístico não é uma relação entre o nome e a coisa, mas entre um significante e um significado, cujo funcionamento se dá em função do sistema e não do referente ou do pensamento.

Pesa sobre nós, portanto, algo que não pesava sobre os antigos. Platão, Arnauld, Lancelot, Humboldt e tantos outros não tinham à sua disposição as ideias do CLG. Nós temos. Apesar da crítica explícita inscrita no CLG, segundo a qual “O signo linguístico une não uma coisa e uma palavra, mas um conceito e uma imagem acústica” (Saussure, 2012, p. 106), assistimos à ressurreição do empirismo nos estudos linguísticos — crença na relação direta entre signo e “coisa” — em uma articulação bastante questionável entre ciência e política. As aulas de linguística hoje demandam uma justificativa para a descrição do gênero gramatical em ruptura com o referente empírico. Em outras palavras, impera ainda a concepção adâmica de que o nome é um decalque de objetos reais que ele designa. Em geral, a relação entre língua e “aquilo que ela designa”, apoiada no sensualismo — nos moldes indicados por Freud ao criticar a medicina de seu tempo, para citarmos outro exemplo de crítica ao empirismo simplista —, se afirma como uma evidência, misto de compromisso jurídico e infantilismo primário. Com efeito, é das crianças a característica de associar palavras a objetos e é da natureza jurídica do meio em que vivemos acreditar que, se uma lei não nos representa, basta votar uma outra. Nesse cenário, a descrição de Mattoso Câmara Jr., (ver Saiba mais) segundo a qual, em português, masculino não tem marca morfológica, não passa sem um nariz torcido da plateia — e não nos esqueçamos de que ele estava marcando posição face ao conservadorismo da Gramática Normativa.
Do empirismo ao simplismo em torno do gênero gramatical
Da confusão generalizante entre língua e mundo e da divulgação corrompida da proposta de que o gênero masculino é não-marcado e, por isso, serve ao uso genérico, surgem afirmações de que o português é uma língua machista, excludente. Ideia essa que desvia da compreensão do que é o sistema linguístico de marcação de gênero nominal. Greville Corbett inicia sua obra tipológica sobre gênero nas línguas naturais afirmando que em algumas línguas o sistema de gênero é central e pervasivo ao passo que em outras é totalmente ausente (ver Saiba mais).
O português é uma dessas línguas com sistema de marcação de gênero e o senso comum, muitas vezes, comenta tal tema (pois não podemos dizer que observações são feitas sobre o sistema) a partir de premissas equivocadas ou incompletas. A premissa equivocada mais básica e difundida consiste na crença de que a vogal final a em palavras corresponde à expressão do gênero feminino e a vogal final o corresponde à expressão do gênero masculino. Embora existam correspondências, o cenário geral é mais complexo, com palavras terminadas em outras vogais e consoantes. A segunda premissa resume-se na ideia de que para toda palavra masculina há a possibilidade de flexão para o feminino, e vice-versa. Eventualmente, em momento bastante inicial do desenvolvimento do conhecimento linguístico, essa é a hipótese com a qual a criança trabalha e, por isso, vemos com graça a produção esporádica de frases como “Eu vi um formigo” ou “o marido da cigarra é o cigarro”. Já nos anos iniciais da primeira infância, a criança abandona essa hipótese e domina sem dificuldades o sistema de marcação de gênero de sua língua materna por meio de outras pistas gramaticais, tais como a concordância (Ver indicação de artigo de Côrrea e Name em Saiba mais).
Por causalidade, se a corresponde a feminino e o a masculino, e ainda, se todo masculino implica um feminino correspondente — equívoco derivado do sensualismo inconsciente que reduz a língua ao mundo —, surge a crença de que se deve prever a possibilidade de flexão para um gênero neutro de modo a tornar a língua socialmente inclusiva.
Para qualquer discussão não normativa sobre a relação entre gênero e língua é preciso partir do entendimento do que é um sistema de marcação de gênero linguístico. Na esteira desse entendimento, se o desejo é debater o português, deve-se entender como esse sistema se manifesta nessa língua. Aqui vamos apresentar algumas propriedades centrais, com o alerta de que uma caracterização mais ampla pode ser encontrada em Saiba mais.
Gênero na língua é uma propriedade gramatical que organiza internamente a distribuição de classes de palavras, predominantemente nomes (adjetivos, substantivos e pronomes). A categoria de gênero interage com várias outras propriedades codificadas nos nomes, tais como definitude (definido ou indefinido) e animacidade (animado ou inanimado, humano ou não-humano). Embora estejamos habituados a pensar que os valores de gênero se limitam a masculino, feminino e, em menor grau, neutro, dada a centralidade de estudos de línguas indo-europeias, há sistemas com mais categorias, especialmente em línguas faladas na África, na Ásia e na Oceania (ver Ethnologue em Saiba mais). Em línguas da família bantu como o suaíli, por exemplo, são observados mais de dez gêneros formais, conforme descrição de Corbett. Nesse ponto, há uma extensa discussão científica sobre intersecção entre gênero e classe gramatical. Os valores de gênero são, por vezes, evidenciados por marcas nos nomes, as chamadas manifestações formais (ou morfológicas) de gênero (como -a em gata), mas muitas vezes não o são (cobra, osso, dente). Em vários casos, são outros elementos na frase que indicam o gênero, como os artigos e pronomes que vêm junto a esses nomes (a cobra, o osso, o dente).
No português, todos os nomes obrigatoriamente possuem um valor de gênero, que pode ser masculino ou feminino. Ou os nomes apresentam valor de gênero inerente (considere, por exemplo, o nome sorte, cujo valor é sempre feminino e a combinação com elemento masculino é impossível: *o sorte; considere o caso contrário: capim é inevitavelmente masculino e sua combinação com um elemento feminino é impossível: *a capim) ou os nomes têm o valor de gênero determinado pela sua combinação com outro elemento na frase (considere o nome gerente, que tem seu valor de gênero subespecificado, ou seja, não se sabe o valor de gênero até que este se combine com outro elemento: o gerente e a gerente são igualmente possíveis).
Agora, observe que todos os exemplos escolhidos acima não possuem nem a vogal final o e nem a vogal final a (sorte, capim, gerente). Assim, o valor de gênero é um conceito separado de sua manifestação formal. A marcação de gênero, ou o que Mattoso Câmara Jr. chamou de flexão de gênero, que é a possibilidade de uma palavra se alterar de masculino para feminino, se dá em um número muito reduzido dos dados da língua. Para quem quiser observar uma fotografia bastante atual do sistema de gênero do português e uma discussão cientificamente embasada, a referência relevante é o texto de Luiz Carlos Schwindt publicado em 2020 (ver Saiba Mais). O linguista, em uma análise de corpora escrito e falado, mostra que as palavras portuguesas apresentam equilíbrio na divisão entre femininas e masculinas, com ligeira vantagem para a quantidade de palavras femininas. Os nomes da língua de fato se concentram entre aqueles terminados nas vogais átonas a, o e e — esses dois últimos pronunciados com som de u e i na maior parte do Brasil —, embora existam algumas outras formas terminadas em consoantes e vogais acentuadas. A pesquisa revela que as palavras femininas são de fato majoritariamente terminadas pela vogal a e que as palavras masculinas são majoritariamente terminadas pela vogal o, ao passo que palavras terminadas pela vogal e, cujo gênero não é subespecificado, são distribuídas entre masculino e feminino com leve superioridade das femininas. Os dados mostram que as palavras que se referem a seres sexuados e que estariam, portanto, sujeitas a apresentar uma forma feminina para uma forma masculina, e vice-versa, representam somente 5.6% dos nomes dicionarizados. Estariam sujeitas porque, na realidade, nem todas o fazem. Vejam que para menino há menina, para moço há moça, mas para colega não há *colego e para criança não há *crianço. Esses últimos exemplares são representantes de um conjunto de nomes que têm referentes sexuados que se dividem no mundo entre gênero biológico masculino e feminino e gêneros sociais diversos, mas cujos gêneros linguísticos são os seguintes: nomes do tipo de colega são invariantes na forma, mas variantes no valor de gênero, pois combinam-se com elementos masculinos e femininos na frase (o colega, a colega) e nomes do tipo criança são invariantes na forma e no valor, no caso específico, sempre feminino.
Não estamos advogando aqui que é impossível fazer uma discussão multifacetada em que se cruzem propriedades de sexo biológico e identidade de gênero do referente e se verifique como essas categorias são codificadas ou não dentro de um determinado sistema linguístico. No universo de determinados grupos de falantes da língua, inclusões de flexão para gênero neutro em português se manifestam efetivamente no nível lexical, mas não no gramatical. A inclusão de palavras como todes (em complemento a todos e todas), menine (em complemento a menina e menino) ou amade (em complemento a amada ou amado) em vocabulários ou contextos sociais específicos tem caráter sociolinguístico e suscita discussões sobre o alcance da alteração do sistema a partir do léxico.
Na gramática, entretanto, o único grupo de palavras ao qual poderia ser atribuído o valor neutro em oposição ao masculino e ao feminino é o dos pronomes demonstrativos em função substantiva (isso/isto e aquilo em oposição a essa/esse e aquela/aquele). Contudo, mesmo nesses casos, observa-se que a concordância de gênero é feita no valor não marcado, o masculino: isso é bonito, aquilo é feio. Portanto, partir do mundo, do empírico, para uma discussão de gênero que se pretende linguística, é voltar ao estágio pré-científico das concepções de língua.
Se a categoria de gênero linguístico correspondesse inequivocamente a manifestações de gênero no mundo, línguas que não apresentam sistema de gênero seriam impossíveis, visto que o sexo biológico dos seres manifesta-se obrigatoriamente. Ou ainda, se houvesse uma relação direta entre gênero gramatical e igualdade, a existência de sistemas linguísticos que privilegiam a categoria do feminino — não raramente desconsiderados nas discussões sobre sexismo, em geral ancoradas nos universos norte-americano e europeu — implicaria a inexistência de sexismo. Em outras palavras, o fato de uma determinada língua apresentar, no sistema, o valor de gênero neutro — ou de qualquer outro gênero — não garante maior igualdade de representação ou direitos para os seres de todos os gêneros biológicos ou sociais falantes dessa língua. Isso sem falar do bilinguismo e multilinguismo, em que falantes potencialmente utilizam sistemas de ambos os tipos. Do mesmo modo, alterar artificialmente a língua por decreto não gerenciará redistribuições relevantes do gênero no âmbito social, psicológico etc., pois o que se quer alterar no mundo não se dá alterando nomes, mas práticas. Forçar modos de dizer — artificializando sistemas linguísticos como na ficção 1984, de Orwell — é medida paliativa e não resolutiva. Desloca-se o empírico para um espaço de impertinência para ignorá-lo enquanto condição material de existência. A onipresença linguística do eufemismo faz crer, por exemplo, que chamar empregado de colaborador altera concretamente as relações de trabalho.
Sem reconhecer a autonomia relativa da língua — não raro, lida como “frieza” e crença ingênua na imparcialidade do pensamento científico —, categorias como a de gênero gramatical passam a integrar o rol de objetos à disposição do discurso identitarista moderno em que a crença na biunivocidade entre grupos reais e categorias gramaticais instaura o desejo de se fazer multiplicar o signo à proporção infinita do “sentir-se”. O empirismo pré-científico é a versão humanista do negacionismo atual. Não surpreende: Saussure, como Marx e Freud, é daqueles autores que ferem nosso narcisismo: a língua não presta contas a nossos sentimentos. Por essa Linguística científica, não somos donos do que dizemos, não temos autonomia para modificar o sistema e, se ele muda, é por ele e não por nós. Em outras palavras, se, no contexto de pós-verdade, cada um pode viver a sua, a de Saussure permanece como aquela em que toda verdade tem a língua como ponto de partida.
FICHA CATALOGRÁFICA
B277ㅤBASSANI, Indaiá. KOGAWA, João
ㅤㅤㅤEmpirismo como retorno à Era pré-científica da Linguística e o que o gênero tem a ver com isso/ Indaiá Bassani, João Kogawa – São Paulo, NÓS DA LINGUÍSTICA, 2025. 1 p.
ISSN: 3086-2086
ㅤㅤㅤ1. Tradição empirista 2. Língua 3. Linguagem
ㅤㅤㅤI. Bassani, Indaiá II. Kogawa, João III. Empirismo como retorno à Era pré-científica da Linguística e o que o gênero tem a ver com isso
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤCDD: 401.1
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤCDU: 801.1:100.4:305.42
Saiba mais
Conferência. “Wilhelm von Humboldt no contexto histórico e atual — Brasil, Rússia e a diversidade linguística”, com Maria Glushkova. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=EK9Azg4IB2I Acesso em: 08 jun. 2025.
Livro.CÂMARA JÚNIOR, Joaquim Mattoso. Estrutura da língua portuguesa. Petrópolis, RJ: Vozes, 1970.
Livro. COLOMBAT, Bernard; FOURNIER, Jean-Marie; PUECH, Christian. Uma história das ideias linguísticas. Tradução de Jacqueline Léon e Marli Quadros Leite. São Paulo: Contexto, 2017.
Livro. CORBETT, Greville. Gender. Cambridge: Cambridge University Press, 1991.
Livro.HUMBOLDT, Wilhelm von (1767–1835). De l’origine des formes grammaticales et de leur influence sur le développement des idées; opuscule traduit par Alfred Tonnellé, suivi de l’analyse de l’opuscule sur la diversité dans la constitution des langues ; [Publié par G.-A. Heinrich]. 1859. Disponível em: https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k735893.r=wilhelm%20von%20humboldt?rk=85837;2. Acesso em: 08 jun. 2025.
Livro. SAUSSURE, Ferdinand de. Curso de Linguística Geral. Tradução de Antônio Chelini, José Paulo Paes, Izidoro Blikstein. 28. ed. Cultrix: São Paulo, 2012.
Artigo. CÔRREA, Letícia; NAME, Cristina. The processing of Determiner – Noun agreement and the identification of the gender of Nouns in the early acquisition of Portuguese. Journal of Portuguese Linguistics, Edições Colibri – AEJPL, v. 2, n. 1, pp. 19–43, 2003.
Artigo. SCHWINDT, Luiz Carlos. Predizibilidade da marcação de gênero em substantivos no português brasileiro. In: CARVALHO, D.; BRITO, D. Gênero e língua(gem): formas e usos. 1ª ed. Salvador/Bahia: Editora da UFBA, v. 1, pp. 279–294, 2020.
Site. Ethnologue: Línguas do mundo — https//:www.ethnologue.com/
- Por esse prisma, o conhecimento anterior não é absolutamente descartado à luz das novas descobertas em ciências humanas, por isso há alta taxa de cumulatividade, diferentemente do que ocorre nas ciências exatas, por exemplo. Nesse sentido, a Retórica de Aristóteles é tão atual quanto era no século IV a.C. (Ver Colombat; Fournier; Puech em Saiba mais). ↩︎
(Baixe a versão em pdf do texto)
[Outros textos de divulgação: leia aqui].

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