Eduardo Kenedy (UFF)

Resumo: O uso desregulado das redes sociais virtuais por meio de smartphones é uma realidade no Brasil e em outras partes do mundo. As horas consumidas diariamente nas “redes” têm subtraído de crianças, adolescentes e jovens boa parte do seu tempo que poderia ou deveria estar sendo empregada em atividades necessárias ao desenvolvimento integral humano, como o estudo, a prática de esportes e as interações sociais reais. É em decorrência dessa realidade que, pela primeira vez na série histórica, a geração atual de calouros universitários é a primeira a não alcançar o nível de QI das gerações anteriores e vive uma epidemia de ansiedade e de outros problemas emocionais. Quais seriam as medidas a serem tomadas pelos responsáveis (estado e famílias) para mitigar esse problema?
Em meados dos anos 1980, meus amigos e eu éramos fascinados por videogames. Nossa turma usufruía de três consoles: um Atari, um Odyssey e um Intellivision. Sempre que podíamos, nos apinhávamos no sofá de uma dessas casas privilegiadas para jogar até que fôssemos obrigados a parar. Lembro hoje com clareza das advertências que ouvíamos das pessoas mais velhas em cada um desses lares: “Essa máquina vai derreter o cérebro de vocês”.
Nos últimos anos da década de 1990, meus novos amigos (da Faculdade) e eu estávamos encantados com os “computadores pessoais”, os PCs, que finalmente se tornavam acessíveis. Demorei a ter o meu próprio e então vivia no Laboratório de Informática da UFF, onde era possível não só digitar e ler textos, mas principalmente “surfar” na internet. Também nessa época, era comum ouvir de professores e de outros servidores mais velhos repreensões sobre essa nova tecnologia: “Essa máquina pensa por vocês! Vocês vão ficar burros!”.
O ano é 2024. O professor mais velho agora sou eu. A mania da vez são os celulares (smartphones) e as redes sociais virtuais. E sim: vivo advertindo os meus alunos dos malefícios cognitivos e sociais que o excesso de exposição a essas telas hipnóticas provoca. Mas será que estou apenas reproduzindo o papel dos velhotes perplexos com uma nova tecnologia que não compreendem – ou seja, só troquei de lugar, do sofá diante do videogame para o quadro branco na frente de uma turma de calouros? Ou há de fato um perigo nesses retângulos luminosos presentes nas mãos de quase todas as pessoas?
Desta vez, o perigo é real
Os pais dos meus amigos de infância e os funcionários do Lab da UFF eram leigos em ciências da cognição e não possuíam dados que justificassem o seu temor de um possível impacto (negativo) das tecnologias da época sobre o desenvolvimento cognitivo de crianças, adolescentes e jovens. Nos dias de hoje, a situação é muito diferente. Os especialistas em inteligência humana já reuniram dados mais do que suficientes para justificar os meus alardes: as gerações que chegam às universidades nos últimos anos (descontados os atrasos gerados pela Covid-19) realmente apresentam limitações em sua capacidade de atenção, de concentração e de imersão na leitura. E a causa desse “subdesenvolvimento” mental é clara: o treinamento extenso e intenso a que esses jovens vêm submetendo os seus cérebros diante das telas de seus dispositivos portáteis.
Videogames e computadores não possuem um raio invisível que invade o cérebro de seus usuários e o derrete. Os pais dos meus amigos (os meus também) estavam errados. Porém, eles quase acertaram. Passar tempo demais em atividades puramente recreativas nunca foi saudável para crianças, adolescentes e jovens. As pesquisas em ciências cognitivas modernas já descobriram que o crescimento humano envolve aprender a ter responsabilidades e a viver intensamente diferentes tipos de interação sociocognitiva. Nesse sentido, tínhamos sorte nos anos 1980 porque não era possível passar mais do que algumas horas semanais sentados diante de uma TV com um joystick na mão. Era preciso ir para a escola, fazer a lição de casa, frequentar festas de aniversário (em grupo, para paquerar inclusive), jogar futebol ou outros esportes coletivos, bater papo e uma miríade de atividades sociais (as sérias, mas também as brincadeiras) que aconteciam fora da sala de TV. Ninguém podia levar um videogame para cada um desses lugares e continuar jogando fosse onde fosse a despeito do que ocorria a seu redor. Por isso mesmo, nenhum de nós se tornou um cidadão menos capaz do que os das gerações anteriores.
Computadores tampouco possuem uma radiação derretedora de cérebros. Os funcionários da UFF também estavam errados. Na verdade, naquela época o uso recreativo de PCs era bastante limitado. No Lab da UFF, por exemplo, só era permitido o uso acadêmico dos computadores – isto é, só podíamos pesquisar assuntos universitários, digitar trabalhos, consultar textos acadêmicos, ler jornais e coisas assim. Quem desejasse utilizar PCs para recreação (jogar, entrar em sala de bate papo ou ver pornografia) deveria ter um em sua própria casa. Os estudantes do final dos anos 1990 também tiveram sorte, pois não era possível carregar um PC para lá e para cá, usando-o, fosse para o que fosse, em todos os lugares, o tempo todo. Nas salas de aula, ninguém podia retirar um computador do bolso de sua calça, concentrar-se nele e ignorar o que se passava na classe. Não é por outra razão que, na primeira década dos anos 2000, não havia pesquisas científicas que apontassem para possíveis malefícios de computadores ou da internet no desenvolvimento cognitivo da geração X.
Máquinas de divertir e de consumir muito, muito tempo
Smartphones não emitem raios idiotizantes, é verdade! No entanto, eles conseguem fazer o que nenhum videogame e nenhum PC jamais puderam: eles acompanham crianças, adolescentes e jovens em toda parte, todo o tempo. Ao despertar pela manhã, durante as aulas, simultaneamente às refeições, até a última piscadela antes de dormir, eles estão lá, dando acesso hipnótico às redes sociais virtuais. Os mais avançados possuem resistência à água e, assim, podem ser utilizados durante o banho e demais atividades higiênicas dentro do banheiro.
Exatamente quanto tempo essas pessoas despendem olhando para uma tela de celular ou tablet? O que fazem nesse tempo todo? O mais importante: o que estão deixando de fazer durante esse tempo e qual é a consequência sociocognitiva dessa pandemia consentida?

Na Europa, crianças de até 2 anos consomem 3 horas diárias no uso de celulares ou tablets, enquanto crianças de até 8 anos usam esses dispositivos em até 7 horas por dia, ficando atrás dos adolescentes, que passam mais de 8 horas diárias nas “redes sociais”. Quando pensamos nesses pequenos números (3, 7 ou 8 horas), podemos não ter consciência do quão grandes eles são. Por isso, façamos as contas: uma criança que evolua nesse cenário de 3 a 8 horas diárias no mundo virtual, chegará aos 18 anos tendo olhado para o seu celular o equivalente a 30 anos letivos – ou, em termos mais adultos, chegará à maioridade tendo despendido o correspondente a 16 anos de trabalho integral em brincadeiras nas redes sociais.
Uso de celular e tablets: 3 horas por dia = 1.095 horas por ano; 7 horas por dia = 2.055 horas por ano; 8 horas por dia = 2.920 horas por ano;
Ensino básico: 1.500 horas por ano.
Trabalho integral: 2.200 horas anuais.
Diante do investimento de tanto tempo no uso de celulares, o neurocientista francês Michel Desmurget sintetiza a minha percepção dessa realidade: “É simplesmente insano e irresponsável”.
No Brasil, ainda não temos dados definitivos sobre o tempo consumido por crianças, jovens e adolescentes em “redes sociais”. No entanto, existem diversas pesquisas em curso que apontam para a gravidade da situação. Não é por outra razão que a rede educacional pública da cidade do Rio de Janeiro decidiu proibir o uso de celulares dentro das escolas, no que vem sendo seguida por outras cidades brasileiras. É possível que, nos próximos anos, esse tipo de proibição venha a ser aplicada em todo o país, em escolas públicas e privadas.
Tanto tempo para quê?
Há 3 anos venho estimando o tempo despendido em redes sociais pelos meus alunos do primeiro período de Letras. Faço primeiramente uma abordagem individual, no meu Laboratório de Psicolinguística (https://gepexlab.wordpress.com/). Pergunto a cada um quanto tempo imagina que passa por dia olhando para a tela do celular e com que propósito. “Talvez uma hora, no máximo duas”. “Para estudar, com certeza”. Quando lhes explico que é possível verificar em seus smartphones quanto tempo eles têm consumido diariamente no uso do aparelho, eles sempre se mostram surpresos.
A surpresa vira perplexidade com os dados: em média, os calouros passam diariamente 6 horas e meia com a atenção voltada para o celular. Em comparação com os dados europeus, parece pouco, mas a verdade é que entrevistei até agora 450 calouros e há, de fato, os que usam o celular uma ou duas horas por dia, mas há os que usam 11 ou 12 horas diárias, dispersão que faz chegar à média de 6 horas e meia. Pergunto se eles usam algum outro dispositivo, que pudesse somar ainda mais horas diárias (tablet, computador, Smart TV…), porém as respostas são vagas.
Continuo e indico que é também possível saber com quais aplicativos todo esse tempo foi consumido. Dessa vez, não parecem surpresos: são os aplicativos de entretenimento, como Tik Tok, Instagram e Whatsapp (embora esse último, em tese, possa fazer mais do que compartilhar memes, figurinhas e brincadeiras).

A segunda abordagem é coletiva, em sala de aula. Muitos folgam em saber que não fogem da regra com as suas quase 7 horas de entretenimento rápido e repetitivo todos os dias. Então começo o meu sermão: 6 horas e meia por dia (todos os dias) redundam em 2.300 horas por ano. Em cinco anos, serão 11.500 horas. O curso de Letras com habilitação em uma língua estrangeira é concluído normalmente em 5 anos e compreende 4.080 horas. Ou seja, com o tempo despendido durante 5 anos em redes sociais recreativas é possível, no intervalo dos mesmos 5 anos, cursar duas (quase 3) habilitações de Letras. É um escândalo: ao longo dos 5 anos da graduação, o tempo usado para se formar terá sido um terço do tempo usado para se distrair no TikTok e no Instagram… para cada hora da graduação haverá 3 horas de redes sociais acumuladas.
Smartphones não emitem raios idiotizantes, porém eles sequestram o tempo de vida dos estudantes. Se o tempo investido diariamente nas redes sociais é maior do que usam para dormir, se alimentar, se locomover e estudar, o que mais eles têm feito com a sua vida? Será que esse uso excessivo de recursos tecnológicos destinados à pura recreação não tem prejudicado o desenvolvimento sociocognitivo da geração Z? Afinal, eles têm assumido responsabilidades com a escola ou a faculdade, têm praticado esportes, têm batido papo real (na roda física de amigos, com brincadeiras reais), têm namorado, paquerado, ido à praia, passear e toda a infinidade de outras atividades necessárias ao desenvolvimento humano?
O QI mais baixo da série histórica
A atual geração de jovens é a primeira a ter um QI inferior ao da geração anterior, coisa jamais vista desde que o QI passou a ser utilizado para estimar a inteligência dos indivíduos. Isso quer dizer que os temores dos pais dos anos 1980 e dos professores dos anos 1990 foram finalmente materializados nos anos 2020 – por outros motivos, é verdade, mas eles quase acertaram!

Esse “emburrecimento” não aconteceu por causa de nenhum raio invisível. Ele se deve a más escolhas. Escolher passar mais de 2.000 horas por ano nas redes sociais virtuais é também a escolha de não se desenvolver sociocognitivamente por meio de outras atividades no mundo real. O problema é sério e atual, tanto que o famoso dicionário Oxford escolheu como a palavra do ano de 2024 a expressão “brain rot” (apodrecimento do cérebro), termo bastante usado no mundo anglófono para fazer referências à perda de potência cognitiva provocada pelo uso desmedido das redes sociais, sobretudo por crianças e adolescentes.
É possível fazer uso moderado das redes?
Não é fácil fazer um uso saudável das redes sociais. Aplicativos como Instagram, TikTok e Whatsapp exploram certas vulnerabilidades da cognição humana para atrair os seus usuários e usam expedientes de adestramento para mantê-los engajados nas redes tanto quanto possível. No documentário “O dilema das redes”, criadores desses aplicativos detalham aquilo que parece ser mais uma das “teorias da conspiração” que se propagam como vírus pelas próprias redes sociais. Só que dessa vez é real.
Esses engenheiros de software revelam que as redes aproveitam a busca natural dos cérebros humanos por interação social, apresentando a eles arremedos dessa interação: fotos, vídeos, likes, chats etc. Quanto mais jovem é o cérebro, mais provável é que ele tome esse arremedo como a realidade, tal como acontece no conhecido “mito da caverna” (de Platão), e, por isso mesmo, passe a despender mais tempo na interação virtual, por meio de curtidas, post de fotos ou vídeos, mensagens de voz ou texto, do que na interação real, por meio do contato físico com outras pessoas e com o ambiente concreto ao redor.

Esses engenheiros também confessaram que o ambiente recreativo das redes foi desenhado para disparar nesses cérebros pequenas doses de componentes bioquímicos que provocam prazer, criando um circuito de recompensa por dopamina e endorfina ao comportamento engajado nas redes. Trata-se de um mecanismo literalmente viciante. Esse cenário se agravou em 2006, com a criação de Aza Raskin (engenheiro da Apple), que introduziu nas redes a “rolagem infinita”, possibilidade de consumir o conteúdo de um aplicativo sem a necessidade de passar de uma página para a outra – sendo preciso apenas “rolar” a tela de um dispositivo (celular, tablet, PC) para permanecer infinitamente num tipo de entretenimento.
Os famosos “algoritmos” das redes sociais entram em cena justamente em sua capacidade de alocar na rolagem eterna conteúdos que interessam a um usuário específico: por exemplo, se você gosta de gatinhos fazendo travessuras, vai se engajar nesses tipos de vídeos e, rapidamente, os algoritmos perceberão isso e passarão a te oferecer mais e mais conteúdo igual… Quando você menos esperar, terá passado muitas horas rolando vídeos de gatinhos trapalhões, tendo experienciado prazer durante todo esse tempo, é verdade, mas tendo deixado de fazer muitas outras coisas nesse mesmo tempo.
A rolagem infinita vem imprimindo uma velocidade cada vez maior ao consumo das pitadas de entretenimento que as redes sociais oferecem. Nos dias de hoje, vídeos com 2 ou 3 minutos são considerados longos demais. Mensagens de voz na velocidade normal da fala de um indivíduo parecem ser lentas demais (então, aumentamos a velocidade para 1.5x ou 2x). No Youtube, vídeos de 10 minutos se tornaram uma epopeia, destinados aos poucos que dispõem de recursos mentais capazes de manter atenção por “tanto tempo” num único estímulo, ainda que divertido. Essa efemeridade da atenção tem se espalhado para muito além dos shorts das redes virtuais. Infelizmente, como advertiu há alguns anos o jornalista Nicholas Carr (ver indicação do seu livro no Saiba Mais), depois de passar anos pesquisando sobre o tema, foi-se o tempo em que coisas interessantes duravam 40 minutos (e depois ficavam chatas…): hoje um minuto é o limite.
Tudo isso pode ser apenas um admirável mundo novo, ao qual temos que nos adaptar. Porém, como psicolinguista e fazendo coro a muitos outros estudiosos da cognição, me pergunto que tipo de aparato cognitivo crianças, adolescentes e jovens estão construindo diante de uma capacidade de atenção e de concentração tão débil? Como conseguirão praticar uma leitura imersiva e de longo fôlego, imprescindível ao desenvolvimento intelectual humano? Não sabemos, mas o trabalho da Joana Angélica de Souza (uma ex-orientanda minha) apresenta algumas indicações (ver esse livro também no Saiba Mais) – e quem, como eu, trabalha com jovens de 18 anos sabe como é difícil mantê-los conectados por mais do que alguns minutos naquilo que se passa em sala de aula.
Quanto tempo é o limite?
A proposta mais radical sobre esse tema foi elaborada nos EUA, pelo psicólogo social Jonathan Haidt, da Universidade de Nova Iorque. Em recente entrevista concedida ao programa Roda Viva, da TV Cultura (veja link para o vídeo respectivo no Saiba Mais), o estudioso reafirmou a sua sugestão de que nenhuma criança tenha acesso a smartphones ou tablets até os 14 anos, e somente aos 16 possa começar a acessar redes sociais virtuais. Na Europa, os estudos sobre os impactos negativos dos celulares e das redes sociais no desenvolvimento humano indicam que é saudável retirar completamente esse tipo de realidade virtual do ambiente da criança até os 7 anos. A partir de então, o consumo dessa “vida virtual” não deve ultrapassar 30 minutos diários até o fim da adolescência. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Pediatria é mais permissiva e sugere tela zero apenas até os 4 anos.
Os estudiosos europeus sugerem que, na época universitária, os smartphones não devem ultrapassar mais do que uma hora por dia na vida dos estudantes, considerando o uso puramente recreativo das redes sociais – pois é possível e desejável usar celulares e tablets para comunicação, trabalho e estudo.
Uma hora por dia?! Isso é um sexto do que os meus calouros de Letras consomem! Será possível realmente promover um detox neles e no resto da sociedade? Não sabemos (e sou cético), mas devemos tentar.

Para concluir, não posso deixar de comentar que existem muito mais problemas na vida paralela das redes sociais virtuais, que ultrapassam largamente os limites deste texto. Por exemplo, os mesmos algoritmos que alimentam os interesses da rolagem infinita são capazes de conectar pessoas que possuem os mesmos interesses e de, ao mesmo tempo, ampliar cada vez mais a extensão dos conteúdos de sua preferência. Isso parece inofensivo ou positivo, porém devemos nos lembrar das “bolhas sociais” alijadas de uma percepção mais fidedigna da realidade que esses agrupamentos virtuais vêm criando, bem como não devemos nos esquecer dos gabinetes de ódio e das fábricas de informações fraudulentas que tanto têm adoecido a nossa história contemporânea.
Há também as inevitáveis comparações com a vida e a aparência dos “influenciadores” e de outros usuários de redes como o Instagram, que vêm provocando uma epidemia de angústia e ansiedade entre crianças e jovens, inspirados por modelos de beleza e padrões de vida “instagramáveis”. Sobre esse tema, vale a pena conferir “A geração ansiosa: como a infância hiperconectada está causando uma epidemia de transtornos mentais”, bestseller internacional escrito por Jonathan Haidt e publicado no Brasil em 2024 (descrição no Saiba Mais).
É curioso que as cirurgias plásticas realizadas no Brasil e no mundo têm cada vez mais buscado padrões de imagem veiculados pelo Instagram, inclusive com a tentativa de aplicar a um rosto real os filtros artificiais presentes no aplicativo para edição de fotos. Mas tudo isso, como disse, é outra história, para a qual voltaremos em breve. É preciso apresentar dados para discutir esses assuntos, para que eu mesmo não soe tão errado e irritado com as novas tecnologias como soavam os mais velhos nos anos 1980 e 1990.
FICHA CATALOGRÁFICA
K335 ㅤㅤ KENEDY, Eduardo
ㅤㅤㅤㅤ Celulares não vão derreter o cérebro de seus filhos… mas quase. / Eduardo Kenedy – Rio de Janeiro: NÓS DA LINGUÍSTICA, 2025. 1 p.
ISSN: 3086-2086
ㅤㅤㅤㅤ 1. Redes sociais 2. Smartphones 3. Crianças 4. Adolescentes
ㅤㅤㅤㅤ I. Kenedy, Eduardo II. Celulares não vão derreter o cérebro de seus filhos… mas quase
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤCDD: 004.167
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤCDU: 004.678
Saiba mais:
Documentário “O dilema das redes”. https://www.netflix.com/br/title/81254224
Entrevista “’Geração digital’: por que, pela 1ª vez, filhos têm QI inferior ao dos pais”, com Michel Desmurget. https://www.bbc.com/portuguese/geral-54736513
Entrevista “O Roda Viva entrevista o psicólogo social Jonathan Haidt”. https://youtu.be/1upX4DqpVwY
Livro “A fábrica de cretinos digitais: os perigos das telas para nossas crianças”, de autoria de Michel Desmurget. Editora Vestígio, publicado no Brasil em 2021.
Livro “A geração superficial: o que a internet está fazendo com os nossos cérebros”, de autoria de Nicholas Carr. Editora Agir, publicado no Brasil em 2011.
Livro “Dez argumentos para você deletar agora suas redes sociais”, de autoria de Jaron Lanier. Editora Intrínseca, publicado no Brasil em 2018.
Livro “Aspectos da leitura na era digital: como as novas tecnologias podem afetar a nossa capacidade de ler textos”, de Joana Angélica de Souza. Editora Appris, publicado em 2020.
Livro “A geração ansiosa: Como a infância hiperconectada está causando uma epidemia de transtornos mentais”, de Jonathan Haidt. Editora Cia. das Letras, publicado em 2024.
(Baixe a versão em pdf do texto)
[Outros textos de divulgação: leia aqui].

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