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Batendo papo com aliens: quando a Astronomia e a Linguística se encontram

Guilherme Augusto Duarte Borges (Doutorando PPGLIN/UFRJ) (Publicado originalmente em 28/10/2024) Resumo: O que a Astronomia e a Linguística têm em comum? Há muito tempo, a humanidade tem observado o céu em busca do que possa existir além da nossa casa, o planeta Terra. Estudos na área da Astronomia tentam estabelecer possibilidades de existência de vida…

Guilherme Augusto Duarte Borges (Doutorando PPGLIN/UFRJ)

(Publicado originalmente em 28/10/2024)

Resumo: O que a Astronomia e a Linguística têm em comum? Há muito tempo, a humanidade tem observado o céu em busca do que possa existir além da nossa casa, o planeta Terra. Estudos na área da Astronomia tentam estabelecer possibilidades de existência de vida em outros cantos do Universo, com base nas estruturas biológicas que conhecemos. Já que possuímos capacidade linguística e somos produtos da seleção natural, seria possível haver outras criaturas com uma habilidade linguística semelhante a nossa? Neste artigo, traça-se um panorama sobre a busca científica por vida extraterrestre desde meados do século passado até hoje, sua possível relação com os estudos linguísticos sobre a comunicação animal e a dotação linguística em nossa espécie. São apresentados alguns estudos recentes em Astrobiologia e Xenolinguística, e as possibilidades futuras de um estudo interdisciplinar em Astrolinguística.1


Imagine a seguinte situação: você trabalha em um laboratório analisando sinais de rádio captados por uma antena apontada para o espaço. Você está acostumado a analisar os sinais sempre bem comportados, sempre em um mesmo padrão e volume. Um certo dia, porém, você percebe que algo não saiu como esperado. Um registro anômalo aparece e você acaba notando dias depois. Este som não é um ruído comum, é diferente de tudo. Ele é intenso e não vem de nenhum aparelho da Terra, já que as antenas são imensas e estão apontadas para o espaço. Depois de analisar com cautela, você percebe que veio da posição leste da Via Láctea, da constelação de Sagitário. A empolgação é tanta que, para não esquecer a posição marcada nos registros do sinal, você anota uma expressão exclamativa de surpresa pela detecção.

Imaginou? A história acima é baseada em fatos que ocorreram no final da década de 1970.  A pessoa em questão era o astrônomo Jerry Ehman, que trabalhava no radiotelescópio Big Ear, na Universidade de Ohio. Este sinal ficou conhecido como “Sinal WOW!”, devido à palavra anotada pelo astrônomo nos registros. Este é um dos grandes candidatos a uma tentativa de comunicação extraterrestre, que intriga os cientistas até os dias de hoje2.

O imaginário sobre os alienígenas terem capacidades similares às nossas já foi tratado de diversas maneiras pela cultura pop. Em ET: O extraterrestre (1982), uma criaturinha fofa é capaz de associar objetos a sons, em palavras soltas. No filme A Chegada (2016), aliens octópodes querem passar uma mensagem e são dotados de uma capacidade linguística incrível, expressa por uma escrita circular complexa. Em Star Trek, vemos diversas línguas de povos alienígenas, como a língua do povo Klingon. Até mesmo em desenhos antigos como Looney Tunes, “Marvin, o marciano” é capaz de formar sentenças e discutir tranquilamente, não apenas com humanos, mas com outros animais antropomórficos, dotados de linguagem humana.

Tentar contato com seres de outros lugares tem sido um desejo de nossa espécie desde muito tempo. No século passado, cientistas não mediram esforços na busca por outras formas de vida. A captura do sinal WOW! só foi possível graças ao astrônomo Frank Drake, que realizou as primeiras tentativas observacionais de detecção de sinais extraterrestres, com projetos de emissão de sinais de rádio para o espaço. Ele também formulou uma famosa equação probabilística que pretendia estimar o número possível de civilizações da nossa galáxia, que ficou conhecida como Equação de Drake3

Drake foi um dos responsáveis por criar o grupo SETI4 para busca de contato alienígena. Apesar de parecer, não é um grupo de malucos pseudocientistas caçadores de alienígenas. É um grupo de malucos CIENTISTAS caçadores de alienígenas. Por mais que a ideia de ciência e extraterrestres pareça não combinar, devido aos diversos relatos estranhos e recheados de falcatruas, em reportagens sensacionalistas inventadas por ufólogos trambiqueiros, o grupo é formado por astrônomos, físicos e cientistas da computação que tentam encontrar, por meio de emissão de sinais, as tecnoassinaturas que são possíveis sinais tecnológicos que marcam uma civilização avançada, como sinais rádio, iluminação artificial e poluição. Cientistas renomados tiveram envolvimento com o SETI e similares, tais como Carl Sagan e Stephen Hawking.

As perguntas que surgem são: será que de fato existem civilizações alienígenas inteligentes? Se sim, elas se comunicam? E se comunicando, é possível ter uma linguagem como a nossa? Por que investir tempo (e dinheiro) para estudar a possibilidade de comunicação e línguas desconhecidas?

Bem, a ciência não precisa necessariamente ter uma aplicação imediata. Em boa parte dos casos, as ciências de base como a matemática e a física antecipam a aplicação de seus conceitos. Por exemplo, se não fossem os estudos teóricos de Einstein e seus exercícios mentais e equações sofisticadas, nunca teríamos um GPS nos ajudando a não nos perdermos no caminho de casa. Se não fosse a morte hipotética de gatos em caixas, imaginada por Erwin Schrödinger, com os estudos teóricos da Mecânica Quântica, você nunca poderia sequer fazer um exame de ressonância magnética.

Um estudo de linguagem de aliens parece beirar a especulação, ou talvez, uma discussão filosófica. Porém, diversas ciências foram antecipadas por filósofos antes de serem de fato estabelecidas. A Alquimia e Astrologia de outrora, após avanços, se estabeleceram como ciências modernas, na Química e na Astronomia, respectivamente. Os avanços da linguística moderna se deram devido ao esforço de diversos filósofos e cientistas, atingindo patamares nunca antes vistos para um estudo moderno da linguagem, envolvendo neurociência, biologia, computação, etc.

Mas é possível estudar uma língua alienígena? Filosoficamente, sim. Chamamos esse estudo de Xenolinguística (Xeno referindo-se a algo exterior).

No ano passado, a editora Routledge lançou o livro “Xenolinguistics – Towards a Science of Extraterrestrial language” (Xenolinguística – Em direção a uma Ciência da linguagem Extraterrestre, em tradução livre), sob a organização do astrobiólogo Douglas A. Vakoch e do linguista Jeffrey Punske. A obra discute questões pertinentes sobre a linguagem e comunicação de/com possíveis seres extraterrenos. Há capítulos para todos os gostos: reflexões sobre a comunicação de animais, estudos de sistemas de escrita, possibilidades de trabalho de campo em outros planetas… Destaco aqui o 15º capítulo, sendo um dos autores, ninguém mais, ninguém menos que Noam Chomsky, o maior linguista que já existiu neste planeta (e até onde sabemos, nesta galáxia e Universo). No capítulo, Chomsky, junto com Jeffrey Watumull e Ian G. Roberts, discute a possibilidade de a linguagem ser vista como um universal no sentido de leis naturais, como a seleção natural e as leis da física. Tendo como pressuposto que a gramática é um sistema econômico, funcionando como um algoritmo que tenta utilizar o mínimo possível de energia para atingir um máximo possível de computação (com a operação Merge5), os autores concluem que é possível haver um desenvolvimento linguístico similar ao humano, caso uma possível civilização tenha um nível mínimo de desenvolvimento tecnológico, cognitivo e de abstração como os que temos — capaz de desenvolver matemática, leis físicas, biológicas, etc.

No Brasil, neste ano, os alunos organizaram a 1ª Mostra de Xenolinguística do IMPA Tech, com a participação de professores e pesquisadores, incluindo a linguista Cilene Rodrigues (PUC-Rio) e professores da UFRJ. Os alunos realizam exercícios de línguas hipotéticas, as xenolínguas, para uma melhor compreensão de sua própria gramática. Ainda que não tenha uma relação direta com o contato alienígena, as atividades estimularam a reflexão da gramática internalizada e um exercício hipotético de línguas “impossíveis”, que extrapolariam as regras de uma gramática humanamente possível.

Capa do livro Xenolinguistics. Fonte: routledge.com

O ponto central destes estudos é a interdisciplinaridade, que parece ser o segredo para o desenvolvimento do futuro de qualquer ciência. Não restrito à linguagem, na Astronomia, por exemplo, o exercício da interdisciplinaridade tem gerado excelentes frutos. Além da Astrofísica e da Astroquímica, nos últimos anos se intensificaram estudos em Astrobiologia, que procura estudar cientificamente as possibilidades e origens de vida em outros cantos do universo e sua evolução pelas leis naturais que conhecemos na Terra. Por isso, os cientistas não utilizam o termo Xenobiologia, já que se baseiam nos elementos mais fundamentais que conhecemos como essenciais à vida para procurar por bioassinaturas6 e investigar as possibilidades de habitabilidade em regiões de outros sistemas planetários, luas, e até mesmo realizando experimentos com seres extremófilos7. Em resumo, trata-se do estudo do fenômeno da vida no Universo como um todo (inclusive na Terra).

Portanto, muito além da Xeno-, poderia existir uma Astro- no campo da Linguística? Possivelmente. Esse termo parece ter sido utilizado de maneira mais ampla pelo astrônomo Alexander Ollongren em seu livro “Astrolinguistics – Design of a Linguistic System for Interstellar Communication Based on Logic” (Astrolinguística – Projeto de um Sistema Linguístico para Comunicação Interestelar Baseado na Lógica, em tradução livre), lançado em 2013 pela editora Springer. Na obra, Ollongren propõe estabelecer uma possível língua franca8 para o contato com uma possível civilização extraterrestre. Nesse contexto, a civilização em questão precisaria ser avançada o suficiente para compreender abstrações e lógica, assim como descrito no capítulo de Chomsky, no livro Xenolinguistics, mencionado anteriormente.

De modo amplo, poderíamos utilizar o termo Astrolinguística quando queremos nos referir ao estudo da linguagem como um objeto em si, e não apenas como língua de contato? Para isso, precisamos olhar com carinho, por um viés biológico, para como outros seres na Terra se comportam. Golfinhos, morcegos, pássaros e abelhas têm comunicação? Certamente. Têm linguagem? Provavelmente não. Isso, claro, considerando as características que uma boa parte dos teóricos modernos toma como linguagem: um sistema computacional dotado de recursividade e estruturação hierárquica de elementos9. Em termos simples, Sintaxe. Não basta apenas dizer “ET, casa, telefone”.

ET em Et: O extraterrestre (1981)

Em trabalho publicado pela revista Science em 2002, Hauser, Chomsky e Fitch apresentam a ideia de que a Faculdade da Linguagem10 seja biologicamente motivada e surgiu na nossa espécie como um salto evolutivo, um tipo de mutação. A discussão é realizada, dentre outras coisas, apresentando dados de pesquisas empíricas com outros animais, como primatas e golfinhos. Por isso, apenas nós teríamos Sintaxe. Outros pesquisadores, como Jackendoff e Pinker (2005), se contrapõem de maneira veemente a essa ideia de mutação: para eles, a Sintaxe humana evoluiu de maneira gradual, assim como diversos aparatos complexos em outras espécies, por meio de seleção natural.

Adicionalmente, os pesquisadores Miyagawa, Arévalo e Nobrega, em 2022, publicaram um estudo na revista Frontiers que explora a ideia de Darwin sobre o canto de pássaros ser uma protolinguagem11 musical, apresentando tons, prosódia e distinção fonêmica. Eles tentaram entender como se desenvolve uma linguagem sem capacidade recursiva e complexidade hierárquica, como a dessas aves, e as possibilidades de uma linguagem rudimentar ter se desenvolvido em outras espécies homo pré-históricas. Estudos como estes trazem uma interdisciplinaridade intrínseca, pois relacionam áreas como linguística, biologia e paleontologia, por exemplo.

Será que não poderíamos “abrir mais o leque” para observar a linguagem nas criaturas que nos cercam? Será que a reflexão sobre a comunicação de outras espécies na Terra nos ajudaria a ponderar sobre os possíveis desdobramentos evolutivos em outras condições, outros ambientes, outros planetas? Seria viável explorar os estudos da Linguística no Universo como um todo, formando uma ciência Astrolinguística? Perder nossa visão antropocêntrica talvez seja essencial.

Em 2022, astrobiólogos do SETI estudaram grupos de baleias-jubarte no Alasca e conseguiram estabelecer um tipo de “contato” comunicativo. Ao perceber a execução de seus sons, uma das baleias pareceu responder ao chamado, rondando o navio por cerca de 20 minutos. Devido aos seus cérebros bastante desenvolvidos, estes cetáceos são capazes de produzir sons rítmicos, assobios e burburinhos, além de terem diferenças dialetais, dependendo da região marítima em que cada grupo se encontra.  Algo intrigante e extraordinário, em uma espécie que evoluiu em condições bastante distintas da nossa.

Os estudos mencionados, bem como demais pesquisas voltadas para a comunicação animal, podem ajudar a responder às questões levantadas no decorrer deste artigo. Por isso, o segredo de uma Astrolinguística talvez esteja aqui mesmo, dentro de nosso querido planetinha. Afinal, parece que as leis naturais regem todo o Universo. Ao entender o que acontece por aqui, talvez possamos entender o que ocorre lá. Devemos buscar conhecimento. Quem sabe, a partir deste ponto, sejamos capazes de entender as nuances biológicas e linguísticas de seres bem distantes de nosso pálido ponto azul12. E, quem sabe, em algum momento de nossa existência, possamos encontrar uma Gramática (verdadeiramente) Universal. 


Saiba mais

Livros:

Porque apenas nós? Linguagem e evolução (Berwick e Chomsky, 2016)

Livro excelente que explora a visão moderna da capacidade linguística na nossa espécie: https://editoraunesp.com.br/catalogo/9788539307012,por-que-apenas-nos#:~:text=O%20livro%2C%20de%20profundo%20interesse,constitutivos%20da%20pr%C3%B3pria%20natureza%20humana

Xenolinguistics: Towards a Science of Extraterrestrial Language (Douglas A. Vakoch e Jeffrey Punske, 2023)

Diversos trabalhos que exploram possibilidades de desenvolvimento de linguagem extraterrestre: https://www.routledge.com/Xenolinguistics-Towards-a-Science-of-Extraterrestrial-Language/Vakoch-Punske/p/book/9781032399591

Astrobiologia, uma ciência emergente [pdf completo] (Douglas Galante et al, 2016)

Coletânea de trabalhos sobre Astrobiologia, organizados por professores da USP: https://www.iag.usp.br/sites/default/files/2023-01/2016_galante_horvath_astrobiologia.pdf

Artigos científicos:

Chomsky, Hause e Fitch (2022): The Faculty of Language: What Is It, Who Has It, and How Did It Evolve?
https://acesin.letras.ufrj.br/wp-content/uploads/2023/08/hauser2002.pdf

Miyagawa, Arevalo e Nobrega (2022). On the representation of hierarchical structure: Revisiting Darwin’s musical protolanguage:  https://www.frontiersin.org/journals/human-neuroscience/articles/10.3389/fnhum.2022.1018708/full

Matérias:

Astrobiologia e a importância da busca por vida extraterreste (Unesp):
http://www1.rc.unesp.br/biosferas/Art0061.html

Como baleias podem ensinar cientistas a falar com alienígenas (BBC): https://www.bbc.com/portuguese/articles/c2x3ne43z4jo


  1. Agradeço à Gisele Rodrigues Abrantes (PPGLIN-UFRJ) pela revisão inicial e final. Agradeço também aos professores do setor de linguística da UFRJ: Alessandro Boechat de Medeiros, Adriana Leitão Martins, Diogo Oliveira Pinheiro e Gean Nunes Damulakis por todos os apontamentos e correções. ↩︎
  2. Em agosto deste ano, um novo estudo sobre o sinal foi realizado, propondo que a frequência detectada poderia ser resultado de uma emissão espontânea de alta energia proveniente de um magnetar – uma estrela de nêutrons extremamente densa e energética, com poderoso campo magnético – Esse tipo de evento é raríssimo no Universo. O estudo foi publicado em versão de pré-print no site ArXiv, ainda sem revisão por pares e pode ser conferido aqui: https://arxiv.org/pdf/2408.08513. ↩︎
  3. A equação tem o seguinte formato: N = R* × fp × ne × fl × fi × fc × L, onde N é o número de civilizações detectáveis na Via Láctea; R* é a taxa de formação estelar, fp é a fração de estrelas com planetas girando ao redor; ne é o número de planetas por estrela com possibilidade de vida; fl é a fração de tais planetas onde a vida emerge; fi é a fração de vida que evolui para ser inteligente; fc é a fração das civilizações que são detectáveis; L é o tamanho de tais civilizações que sobrevivem, mantendo-se detectáveis. ↩︎
  4. Acrônimo de Search for ExTraterrestrial Intelligence (Busca por Inteligência Extraterrestre, em tradução livre). ↩︎
  5. Operação básica necessária para o funcionamento da linguagem humana, que junta dois elementos de maneira recursiva. Para ilustrar o que é recursividade, de modo geral, podemos observar a concatenação de orações em português como “[João comeu a maçã [que estava na geladeira [que seu primo lhe presenteou]]].” Podemos criar sentenças potencialmente infinitas desse modo. ↩︎
  6. Possíveis sinais bioquímicos de resíduos orgânicos, em especial os elementos essenciais para a vida: CHONPS – Carbono (C), Hidrogênio (H), Oxigênio (O), Nitrogênio (N), Fósforo (P) e Enxofre (S).  ↩︎
  7. Seres terrestres que suportam situações extremas de pressão, radioatividade, acidez, salinidade e temperatura: animais como o tardígrado, algumas bactérias e fungos. ↩︎
  8. Língua de contato para estabelecimento de uma comunicação entre povos com diferentes línguas. O inglês é um exemplo de língua franca em nossa sociedade atual. ↩︎
  9. Características da chamada Criatividade linguística, capaz de criar sentenças infinitas por meio de componentes finitos (recursividade) e de relacionar estruturas à longa distância em sentenças (hierarquia), utilizado nas abordagens teóricas Gerativo-Transformacionais, como nos estudos na linha de Chomsky.  ↩︎
  10. Termo cunhado por Noam Chomsky e Jerry Fodor ao longo da década de 1980 para definir uma estrutura modular da mente humana que detém capacidades inatas voltadas para a linguagem. Neste sentido, a Gramática Universal (GU) é uma propriedade que abriga todos os princípios que regem as línguas humanas. ↩︎
  11. Uma linguagem rudimentar, com características semelhantes ao que pode ter dado origem à nossa linguagem. ↩︎
  12. “Pale Blue Dot”, termo utilizado por Carl Sagan, em referência a uma fotografia da Terra tirada pela sonda Voyager 1, em 1990, a uma distância de aproximadamente 6 bilhões de quilômetros no espaço. ↩︎

(Baixe a versão em pdf do texto)

[Outros textos de divulgação: leia aqui].

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